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Indicador IBGE
São 7,2 milhões de pessoas as que ainda passam fome no Brasil
Mais de 7 milhões de brasileiros passaram fome em 2013, constatou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no Suplemento da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) 2013 divulgado nesta quinta-feira, 18 de Dezembro. Segundo o documento, no ano passado a insegurança alimentar grave atingia 3,2% (2,1 milhões) dos domicílios, com 7,2 milhões de habitantes, 3,6% do total.

A pesquisa mostra que, na comparação com 2004, reduziu-se no ano passado o porcentual de brasileiros que passavam fome ou estiveram perto disso. Também cresceu no período a proporção de domicílios com acesso adequado aos alimentos, em quantidade e qualidade. Chegaram a 50,5 milhões de domicílios - mais de três quartos dos 65,3 milhões de residências. Neles, moravam 149,4 milhões de pessoas, 74,2% dos habitantes do País.
A pesquisa usou a Escala Brasileira de Insegurança Alimentar (EBIA). Ela considera em segurança alimentar (SA) um domicílio cujos moradores, nos 90 dias anteriores à entrevista, tiveram acesso a alimentos em qualidade e quantidade adequadas e não se sentiram na iminência de sofrer restrição de alimentação. Em Insegurança Alimentar Leve (IL) estão os lares nos quais, no período de referência, foi detectada preocupação com a quantidade e qualidade dos alimentos. A Insegurança Alimentar Moderada (IM) ocorre em residências com restrição na quantidade de comida. E a Insegurança Alimentar Grave (IG) acontece em domicílios nos quais faltam alimentos, atingindo não só adultos, mas também crianças, podendo chegar à fome.

"A redução (de 2004 a 2013) ocorreu no País como um todo, na insegurança alimentar leve, moderada e grave", disse a pesquisadora do IBGE Adriana Araújo Beringuy. "Quando é feita a análise comparando as áreas urbana e rural, constata-se que a urbana segue o padrão do País. No entanto, na área rural, caem as IAs moderada e grave, mas a leve aumenta."
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A expansão de domicílios particulares em segurança alimentar evoluiu de 65,1% (2004) para 69,8% (2009) e 77,4% (2013). Das três formas de insegurança alimentar, a leve foi a única em que houve aumento no período, de 18% em 2004 para 18,7% em 2009, mas no ano passado caiu para 14,8%. Na moderada, o recuo foi de 9,9% para 6,5% e 4,6%. Na grave, situação que caracteriza a fome, a redução foi de 6,9% para 5% e 3,2%. O IBGE constatou, porém, aumento na IA leve na área rural de 19,5% para 21,4% dos lares (em 2009 e 2013). Houve ainda nessas áreas recuo nas IAs moderada ou grave no período: de 15,6% para 13,9%.
Os números da PNAD mostram que de 2009 para 2013 cresceu de 70,7% para 79,5% o porcentual de lares brasileiros da área urbana em segurança alimentar. Nas regiões rurais, houve queda de apenas 0,1 ponto: de 64,8% para 64,7%.
A pesquisa também constatou que eram perto de 52 milhões os moradores do Brasil que, em 2013, viveram alguma forma de insegurança alimentar - da preocupação com uma hipotética falta de alimento à situação real de passar fome. Estavam em 14,7 milhões de domicílios, 22,6% do total. Em IA leve, estavam 14,8% (9,6 milhões) dos lares, com 34,5 milhões de habitantes e 17,1% a população. Em IA moderada, havia 4,6% (3 milhões) das residências, onde moravam 10,3 milhões de pessoas, 5,1% dos moradores.
O recuo nacional em todas as formas de insegurança alimentar ocorrido em 2013, porém, foi desigual. As Regiões Norte e Nordeste apresentaram as maiores proporções dessas situações, respectivamente de 36,1% e 38,1%. São porcentuais consideravelmente maiores dos que foram registrados no Sudeste (14,5%), no Sul (14,9%) e no Centro-Oeste (18,2%). Quando o foco é a insegurança alimentar grave, que caracteriza situações de fome, nortistas e nordestinos têm as maiores proporções: 6,7% re 5,6%. No Centro-Oeste, esse porcentual chegou no ano passado a 2,3%; no Sudeste e no Sul, a 1,9%.

Apesar disso, foi entre os nordestinos que ocorreu o maior aumento na segurança alimentar no período investigado. A PNAD constatou que, de 2004 a 2013, a proporção de lares em situação de segurança alimentar cresceu de 46,4 para 61,9% - 15,5 pontos porcentuais. Depois de apresentar pequeno aumento no porcentual de residências em SA de 2004 (68,8%) para 2009 (69,8%), o Centro-Oeste registrou em 2013 81,8%. Foi um aumento de 12,1 pontos.
O Nordeste permaneceu no ano passado como a região com menor proporção de domicílios em segurança alimentar. Quase metade (44,2%, perto de um em cada dois) das residências em IA estava em 2013 em um dos nove Estados nordestinos. É um porcentual bem maior do que a proporção de domicílios particulares do País situadas neles: 26,2%, um em cada quatro.
O IBGE também constatou que em 2013, em todas as regiões, a proporção de domicílios em segurança alimentar era maior na região urbana que na rural. Trata-se de uma mudança em relação a 2009, quando no Sul e no Centro-Oeste o porcentual de domicílios em SA era menor no meio urbano. No ano passado, a região com maior porcentual de insegurança alimentar moderada ou grave (13,1%) na área urbana, na comparação com as demais , foi a Norte. Na área rural, esse posto ficou com o Nordeste: 20,1%.
"As prevalências de IA na área rural eram maiores que as verificadas nas áreas urbanas", diz o estudo. "Em 2013, enquanto 6,8% dos domicílios da área urbana tinham moradores em situação de IA moderada ou grave, na área rural a proporção foi de 13,9%. Nos domicílios particulares urbanos em IA moderada ou grave viviam 7,4% da população urbana, enquanto nos rurais viviam 15,8% da população rural."

Na comparação entre todas as Unidades da Federação, São Paulo, Estado mais rico do País, fica em terceiro lugar em segurança alimentar. De acordo com a pesquisa, 88,4% de seus domicílios estavam nesta situação no ano passado. O primeiro colocado no quesito era o Espírito Santo, com 89,6%, seguido de Santa Catarina, com 88,9%. Com menos da metade de seus domicílios com alimentação assegurada, Maranhão (39,1%) e Piauí (44,4%) ficaram nas duas últimas posições. Mesmo assim, registraram no ano passado aumento na SA, de 3,6 e 3,3 pontos, respectivamente.
Mesmo registrando avanços, todos os Estados nordestinos apresentaram taxas de segurança alimentar inferiores aos 77,4% nacionais em 2013. Com 74,1%, Pernambuco foi o Estado brasileiro que chegou mais perto desse patamar. Na Região Norte, apenas um Estado apresentou proporção de domicílios em SA acima da nacional. Foi Rondônia, com 78,4%.
Texto de Wilson Tosta publicado no diário O ESTADO DE S. PAULO
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2014: o ano do processo de PAZ
Definiu a reeleição de Santos e redesenhou o mapa político
Decir que este año fue crítico para el proceso de paz no llega a dimensionar el impacto que tuvieron los diálogos con las Farc en la agenda pública. Las elecciones presidenciales se convirtieron en un referendo sobre la Mesa de negociaciones y el país literalmente se dividió en dos, entre quienes querían continuar y los que buscaban su fin. Las discusiones sobre la agenda de La Habana saltaron de esa isla caribeña para tomarse los debates políticos, los programas de opinión y la intimidad de los hogares. A finales de 2014, más que logos de partidos políticos o iniciativas del gobierno, la postura ante el proceso de paz es simultáneamente factor de unión y división entre los colombianos.

El mayor impacto de los diálogos en Cuba en este año fue político. Tanto las elecciones presidenciales como los comicios parlamentarios giraron en torno a la paz. El Centro Democrático, bloque liderado por el expresidente Álvaro Uribe, se lanzó a conseguir votos con una plataforma en contra de los diálogos con las Farc y se convirtió en la segunda fuerza en el Congreso que tomó posesión en julio pasado. El aspirante presidencial Óscar Iván Zuluaga ganó la primera vuelta con esas banderas opositoras y empujó a la Unidad Nacional y la izquierda a unir fuerzas para impedir un regreso del uribismo a la Casa de Nariño.

La paz no solo marcó la principal diferencia entre Zuluaga y Santos sino también constituyó el discurso con el que el mandatario garantizó su reelección. La campaña santista enmarcó la segunda vuelta presidencial como una prueba ácida sobre el respaldo de los colombianos a su apuesta de negociación con la guerrilla. Mientras el Centro Democrático recibió el apoyo de un importante bloque de conservadores, la coalición de gobierno atrajo a la mayor parte de los dirigentes de izquierda. Tanto el alcalde de Bogotá, Gustavo Petro, como la excandidata presidencial del Polo Clara López contribuyeron a la victoria santista para garantizar la continuidad de los diálogos de La Habana.

La campaña en torno al proceso de paz fue todo menos pacífica. El nivel de confrontación personal e ideológica convirtió la contienda electoral en una de las más agresivas de la historia reciente en Colombia. Escándalos que involucraron tanto a la campaña santista como a la uribista salpicaron la competencia y aún hoy no se han aclarado del todo. Hasta la tradición de neutralidad de las Fuerzas Militares frente a las elecciones quedó en medio de la división entre los dos bloques. Incluso infundados señalamientos de fraude desde las huestes del Centro Democrático enrarecieron la decisión de los colombianos.
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Con el 51 por ciento de los votos, Juan Manuel Santos ganó su reelección con el mandato inequívoco de continuar con el proceso de paz con las Farc. De igual manera, los 39 miembros del bloque uribista, encabezados por el propio expresidente, ocuparon sus escaños en el Capitolio con las banderas opositoras a la Mesa de negociación. Los debates de la campaña electoral del primer semestre se trasladaron a las sesiones del Congreso en el segundo semestre. Lejos de terminar el día de la segunda vuelta, el pulso entre santismo y uribismo por la paz no solo sigue vivo sino que tendrá una ‘tercera vuelta’ en las elecciones regionales de 2015.

A la par que la paz se convertía en protagonista de las elecciones en Colombia, en Cuba el proceso empezó a mostrar adelantos importantes. En plena campaña gobierno y Farc anunciaron el acuerdo parcial sobre narcotráfico que se sumó a los ya firmados sobre desarrollo agrario y participación política. Literalmente, en ninguno de los intentos de negociación del pasado la guerrilla y el Estado colombiano habían conseguido acuerdos en temas tan cruciales para la dinámica del conflicto interno como la sustitución de cultivos ilícitos, propiedad de la tierra y circunscripciones territoriales de paz, entre otros.

La dinámica del proceso llevó a que entrara a la Mesa de diálogo la delicada agenda de las víctimas, la Justicia y el fin del conflicto. Comisiones de víctimas de los distintos actores de la guerra visitaron La Habana en medio de duros debates en el país. La postura de las Farc en este tema sensible fue equívoca: mientras aceptaban haber victimizado miles de colombianos, reclamaban ellos mismos su condición de víctimas del Estado. Incluso atacaron con infamia a la hoy representante a la Cámara Clara Rojas y al general retirado Luis Mendieta, dos de sus exsecuestrados más representativos.

Tras la victoria de Santos en las urnas gracias a la bandera de la paz, el ritmo de las negociaciones bajó notablemente. Las expectativas positivas sobre los diálogos, generadas por la contienda electoral, se chocaron con los lentos avances de la Mesa. A lo anterior se añadió el hecho de que la agenda inicial del segundo mandato estuvo más concentrada en la reforma de equilibrio de poderes y el debate tributario que en agilizar los resultados de La Habana. El optimismo del primer semestre del año dio paso a un creciente escepticismo de la opinión pública en la segunda mitad.

Otro momento crucial se presentó en septiembre cuando el gobierno decidió publicar los textos completos de los acuerdos parciales de la Mesa ya que la guerrilla los había empezado a filtrar. Si bien el ejercicio de transparencia le permitió a la Casa de Nariño desmentir los rumores sobre concesiones generosas a las Farc que promovía la oposición, faltó una mayor pedagogía ciudadana sobre el significado y alcances de lo acordado. El uribismo respondería con un documento de 68 ‘capitulaciones’ que contenían tanto alarmas legítimas como abiertas exageraciones y falsedades.

Una de las asignaturas que el equipo de paz del gobierno perdió este año fueron las comunicaciones. La exitosa campaña de reelección y el comienzo de un nuevo gobierno no se tradujeron en que la ciudadanía comprendiera mejor los sacrificios que implicaría la firma de los acuerdos con las Farc. Una revisión a las principales encuestas muestra que los índices de rechazo a la participación política de los comandantes guerrilleros continúan en niveles similares a los del año pasado. Una tendencia similar han tenido el porcentaje de colombianos que se resisten a la idea de que los guerrilleros no paguen cárcel por sus crímenes. La confianza en la intención de paz de las Farc así como su deseo de reparar a sus víctimas se mantiene en bajos índices.

Una de las razones de esta resistencia ciudadana radica en la dificultad de negociar en medio del conflicto. El dilema de esa condición se reflejó abruptamente en la primera y más grave crisis de lo corrido del proceso de paz: el secuestro por las Farc y posterior liberación del general Rubén Alzate. El uniformado se convirtió no solo en el oficial activo de más alto rango en poder de la guerrilla, sino también el más severo golpe dado a las Fuerzas Militares en el conflicto armado. Si bien el presidente Santos suspendió los diálogos ante el secuestro de Alzate, su rápida liberación fue interpretada por el gobierno como una muestra de compromiso con el proceso.

Durante 2014 otras dudas empezaron a crecer alrededor de la Mesa de La Habana. La primera es de origen fiscal: ¿de dónde saldrán los recursos para que el Estado colombiano asuma el alto costo del posconflicto? De hecho, como la negociación con las Farc no ha terminado, aún es prematuro el cálculo de cuánto costaría aplicar los acuerdos de paz. La segunda concierne a los tiempos para la refrendación popular. Para que la consulta a los colombianos se haga el mismo día de las elecciones de octubre próximo –que ayudarían a movilizar mayor número de votantes– los puntos restantes de la agenda deberían definirse en los primeros meses del año entrante. No obstante, el ritmo actual de los diálogos no da razones para el optimismo.

En conclusión, la paz tuvo un año agridulce. La reelección de Santos fue un referendo popular a favor de la Mesa de La Habana y las mayorías le dieron a la Casa de Nariño el tiempo necesario para finiquitar la tarea. Además el proceso avanzó en el acuerdo sobre narcotráfico, ganó en transparencia y ya se están discutiendo los temas más sensibles para los guerrilleros. Sin embargo, la oposición uribista ganó en las urnas un espacio político importante desde el cual ha seguido bombardeando las negociaciones. Por último, si bien el primer punto de la agenda nacional de 2014 fue la paz, los temores, el escepticismo y la confusión de los ciudadanos continúa.
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FECHAS CLAVE

Acuerdo sobre las drogas - 16 de mayo

Luego de cinco meses de negociaciones, el gobierno y las Farc firmaron el tercer punto de los acuerdos sobre narcotráfico.

Víctimas divididas - 4 de agosto

Se realiza el primer foro nacional de víctimas, hay polémica entre víctimas de la guerrilla, del Estado y de los paramilitares. Fue evidente la politización de algunos sectores.

Militares a Cuba - 22 de agosto

Uniformados, liderados por el general Javier Flórez, se unen a la negociación. Por primera vez se sientan militares activos y guerrilleros para dialogar sobre desmovilización y reintegración.

Una carta horrorosa - 3 de septiembre

Las Farc publican un relato que relativiza la gravedad del secuetro de Clara, Ingrid y el general Mendieta. Un gesto que refleja la dificultad de la guerrilla para aceptar los horrores que han cometido.

Esto es lo que hay - 24 de septiembre

El gobierno publica la totalidad de los tres puntos que se acordaron con las Farc, en un intento por ser más transparentes. Sin embargo la guerrilla ya había divulgado el contenido en internet.

Timochenko en cuba - 9 de octubre

El ministro de Defensa Juan Carlos Pinzón revela que Timochenko viajó a Cuba. Lo que hubiera sido una noticia positiva sobre el compromiso de las Farc, generó preguntas sobre la lealtad de Pinzón con el proceso.

Las capitulaciones - 17 de octubre

Álvaro Uribe publica una lista de 68 capitulaciones, sobre sus reparos contra el proceso. Emite fuertes críticas mientras que el gobierno dice que son “afirmaciones equivocadas”.

Sin general y sin paz - 16 de noviembre

En una acción todavía poco clara, la guerrilla captura al general Rubén Alzate. Unas horas después el presidente Santos suspende las negociaciones. Es la peor crisis en los dos años del proceso de paz.

General libre - 30 de noviembre

Pastor Alape entregó al general Alzate y la guerrilla libera dos soldados en Arauca. Esto demostró que hay deseos de seguir adelante con las negociaciones, pero dejó cicatrices y muchas preguntas.

A la mesa - 10 de diciembre

Se reanudan las negociaciones en La Habana. Hay urgencia, en dos años de proceso solo se ha avanzado en el 50 por ciento de los puntos y el último gran acuerdo ya tiene más de siete meses.
Reportagem publicada na revista SEMANA, de Bogotá
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Em vigor uma Lei da Mordaça bem 'democrática'
Que penalizará até por protestar ou participar em manifestações
El Congreso de los Diputados ha aprobado este jueves - 11 de Diciembre - el Proyecto de Ley Orgánica de protección de la seguridad ciudadana, calificada como ley mordaza por la oposición y los movimientos sociales. La nueva ley ha salido adelante con los únicos votos a favor de la mayoría que ostenta el Partido Popular. Las últimas semanas han estado marcadas por el debate sobre algunos de los puntos más polémicos de la nueva ley, como el que legaliza las devoluciones en caliente en la frontera con Marruecos, que según señaló en un artículo en el Huffington Post el Comisario de Derechos Humanos del Consejo de Europa, Nils Muiznieks, contradice la jurisprudencia del Tribunal Europeo de Derechos Humanos, que prohíbe expresamente las expulsiones colectivas.
Desde que el Consejo de Ministros aprobase el proyecto de ley se han introducido algunas modificaciones en el proyecto inicial. Por ejemplo, el botellón, que inicialmente se consideraba falta grave, pasará a considerarse una falta leve, y se ha retirado el “ultraje” a España. La difusión de imágenes de policías en el ejercicio de sus funciones, en cambio, pasa de calificarse de infracción leve a grave. La oposición ha criticado la “discrecionalidad” que facilita el redactado de la ley, como sucede por ejemplo el punto que castiga la “falta de consideración” a un policía. “¿Será obligatorio hablarle de usted?”, se ha preguntado durante la tramitación parlamentaria el diputado de la Izquierda Plural Ricardo Sixto.
A continuación, se exponen algunas de las infracciones que quedarán tipificadas en la nueva ley, principalmente aquellas que afectan a los métodos de protesta y manifestaciones que se han llevado a cabo en los últimos años. También se apuntan las sanciones que se aplicarán por el consumo de alcohol en la vía pública, el consumo de estupefacientes, el abandono de animales o la solicitud de servicios sexuales. La oposición se ha comprometido a derogar esta ley si llega a la Moncloa.
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Infracciones leves (multa de 100 a 600 euros)
– “Falta de respeto y consideración” a un miembro de las Fuerzas y Cuerpos de Seguridad en el ejercicio de sus funciones, así como proyectar sobre estos “haces de luz, mediante cualquier tipo de dispositivo”.
– Manifestaciones no comunicadas o que hayan sido prohibidas por “razones fundadas de que puedan producirse alteraciones del orden público, con peligro para personas o bienes”, en cuyo caso serán sancionados los promotores y organizadores.
– Incumplimiento del itinerario en una movilización si se producen “alteraciones menores”.
– Daños o “deslucimiento” de mobiliario o edificios de uso público, lo cual puede incluir la colocación de adhesivos y carteles.
– Escalar edificios o monumentos sin autorización, cuando exista un “cierto riesgo de que se ocasionen daños a las personas o a los bienes”. Este ha sido un método de protesta habitual de organizaciones como Greenpeace.
– Negarse a entregar la documentación personal, como el DNI, “cuando se hubiese acordado su retirada o retención”. Si un policía pide que una persona le enseñe el DNI y esta se niega, será considerado una infracción grave.
– Ocupación de un inmueble contra la voluntad del propietario.
– Ocupación de la vía pública para la venta ambulante no autorizada, como sucede con el top manta.
– Dejar sueltos a animales “feroces o dañinos”, así como abandonar animales domésticos “en condiciones en que pueda peligrar su vida”.
– Consumo de alcohol en la vía pública, “cuando perturbe gravemente la tranquilidad ciudadana”.
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Infracciones graves (multas de 601 a 30.000 euros)
– “Perturbación grave de la seguridad ciudadana” en manifestaciones frente al Congreso de los Diputados, el Senado y las asambleas regionales, aunque no estén reunidos en su interior los representantes públicos. Es decir, finalmente sólo se sancionarán las manifestaciones en estos lugares cuando haya incidentes.
– Actos de “obstrucción” que pretendan impedir a cualquier autoridad o empleado público “el ejercicio legítimo de sus funciones, así como “el cumplimiento o la ejecución de acuerdos o resoluciones administrativas o judiciales”. Por ejemplo, tratar de frenar un desahucio.
– Desobediencia o resistencia a la autoridad, así como la negativa a identificarse, o dar datos falsos, en caso de que un agente lo solicite.
– Negarse a disolver reuniones o manifestaciones en la vía pública cuando así lo haya ordenado “la autoridad gubernativa”, por ejemplo la Delegación del Gobierno.
– Irrumpir en infraestructuras o instalaciones en que se prestan servicios básicos, como puede ser el metro o un hospital, así como obstruir su funcionamiento, siempre que no incurra en una infracción muy grave. Las movilizaciones de Stop Pujades contra el aumento de tarifas en el transporte público, en algunas ocasiones, pararon convoyes durante algunos minutos.
– Obstaculizar la vía pública con mobiliario urbano, vehículos, contenedores o neumáticos ocasionando “una perturbación grave de la seguridad ciudadana”.
– El uso “no autorizado” de imágenes o datos personales o profesionales de autoridades y policías que pueda “poner en peligro su seguridad personal o la de su familia”.
– Solicitar o aceptar servicios sexuales, en el caso del demandante, en la vía pública o cerca de lugares donde haya menores. A las personas que ofertan estos servicios, se les pedirá que se abstengan de hacerlo en estos lugares.
– Consumo y tenencia de drogas tóxicas, estupefacientes y sustancias psicotrópicas en la vía pública, o llevar a personas en un vehículo a buscar este tipo de sustancias, como sucede con las cundas en la zona de Embajadores en Madrid. También permitir consumo de estas drogas en locales o establecimientos públicos, así como su plantación y cultivo ilícito en lugares visibles al público, siempre que no sea constitutivo de una infracción penal.
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Infracciones muy graves (multas de 30.001 a 600.000 euros)
– Reuniones y manifestaciones no comunicadas o prohibidas en infraestructuras o instalaciones donde se presten servicios básicos, u obstruir su funcionamiento, “cuando se haya generado un riesgo para las personas o un perjuicio en dicho funcionamiento”. Los responsables sancionados serán los promotores u organizadores.
Texto de Brais Benítez publicado em LA MAREA, de Madrid
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Escândalo Petrobras respinga na América Latina
As listas do delator Yousseff trazem detalhes sobre 747 obras
Quando o primeiro ex-diretor da Petrobras detido na Operação Lava Jato, Paulo Roberto Costa, afirmou que a corrupção investigada “acontece em todo o Brasil”, pode não ter dito tudo o que sabia. O documento que a Polícia Federal encontrou na residência do cambista “arrependido” Alberto Youssef, com registros de mais de 700 contratos, ameaça ampliar ainda mais, se possível, o âmbito do maior caso de corrupção da história brasileira.

O já célebre juiz do Paraná Sergio Moro reconheceu em uma diligência que as revelações são “perturbadoras” e sugeriu que “o esquema criminoso de fraude, licitação, superfaturamento e subornos poderia ir muito além” da petroleira estatal. Não se refere somente ao restante do país. O citado documento inclui obras públicas realizadas em vários outros países latino-americanos, como Argentina e Uruguai (parceiros do Brasil no Mercosul), Equador e Colômbia.

As listas apreendidas com Alberto Youssef, preso desde março e acusado de lavagem de dinheiro, trazem (segundo informou a TV Globo no fim de semana) detalhes sobre 747 obras realizadas por 170 empresas, na maioria construtoras, em uma relação que apresenta grande semelhança com a das empresas investigadas na enorme operação desencadeada pela polícia federal há 18 meses. A soma total desses projetos é de 11,5 bilhões de reais; talvez uma quantia modesta em comparação com a gigantesca rede de subornos, lavagem de dinheiro e financiamento ilegal de partidos políticos descoberta no entorno da Petrobras, “mas que poderia ser apenas a ponta do iceberg de outro escândalo enorme”, dizem a esse canal de televisão fontes ligadas ao caso.

Um total de 59% das obras que aparecem na lista apreendida com Youssef tinha a Petrobras como cliente final. Os principais projetos eram obras de infraestrutura de transporte (portos, aeroportos, metrôs), bem como refinarias e obras de mineração e saneamento. O juiz Moro pediu explicitamente uma “profunda investigação” para confirmar as suspeitas sobre as novas irregularidades. Rodrigo Janot, procurador-geral da República, confirmou que as novas revelações já estão sendo analisadas pelo Ministério Público.
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Alberto Youssef
Entre as obras incluídas na relação se destaca a ampliação do porto de Mariel, a 50 quilômetros de Havana (Cuba), ambicioso projeto da nova zona franca comercial realizado com financiamento brasileiro, cuja primeira parte foi inaugurada em janeiro com a presença da presidenta Dilma Rousseff, e que foi criticado durante a recente campanha eleitoral pelo oposicionista Aécio Neves. Construído pela “gigante” Odebrecht (investigada na Lava Jato, embora seja uma das poucas empresas do suposto “clube” de empreiteiras corruptoras que não teve nenhum diretor preso), seu valor alcança o equivalente a 22,5 bilhões de reais. No documento aparece citado com um valor de 3,6 milhões de reais, sem maior explicação. A construtora nega ter pago qualquer suborno.

Nas listas explosivas de Yousseff aparece também um gasoduto argentino da província de Córdoba que tinha recebido em 2008 ajuda no valor de 60 milhões de reais do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o principal banco de fomento latino-americano, que na última década concedeu empréstimos de bilhões de dólares a seu vizinho austral para a expansão da rede de gás. Porta-vozes do BNDES se apressaram a negar qualquer participação no esquema.

A espiral do “caso Petrobras” é de difícil abrangência. Em seu despacho no fim de semana, o juiz assinala que não só o setor do petróleo tem de ser objeto de investigação. A três semanas da posse de Dilma para o segundo mandato como presidenta da República, a oposição poderia pressionar para que a investigação alcance o setor elétrico e a maioria das obras federais. No entanto, a hipotética participação de partidos oposicionistas nos delitos poderia esfriar esse ímpeto. Nesse cenário tão complicado, uma pedra de toque poderia ser a empresa pública Cemig (sediada em Belo Horizonte), uma das maiores do setor elétrico da América Latina, e que tem algumas operações que suscitam suspeitas judiciais.
Texto de Pedro Cifuentes publicado no diário EL PAÍS, de Madrid
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